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SP - Vale do Paraíba e região

Educação Ambiental Climática prepara jovens para enfrentar eventos extremos

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Entender suas causas e possibilidades de atuação é urgente dentro e fora das escolas Setenta e cinco estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, de cinco escolas da rede pública de Nazaré Paulista, no estado de São Paulo, vêm discutindo e implementando medidas práticas de adaptação e mitigação aos efeitos das mudanças do clima nas Escolas Climáticas, há mais de dois anos. Temas como Restauração Florestal e Serviços prestados pela natureza, por exemplo, fazem parte do dia a dia dos alunos, que de forma participativa elegem prioridades levando em conta os riscos climáticos.

Juntos alunos, professores e a comunidade escolar integram os Coletivos Socioambientais, ferramenta de tecnologia social da iniciativa Escolas Climáticas, do Projeto Semeando Água, uma realização do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, patrocinada pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas

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O ponto de virada para a equipe de educação ambiental do projeto é justamente a formação destes coletivos. A partir deles, é possível, de fato, discutir e apoiar mudanças nas escolas.

Diante da tragédia climática do Rio Grande do Sul, o tema ganhou ainda mais destaque.

A educação ambiental climática atua no preparo das pessoas para enfrentar desafios ambientais, que tendem a acontecer com frequência cada vez maior nos próximos anos.

Seja pelo excesso de chuvas ou pela falta delas, por ondas de calor ou de frio, secas e incêndios florestais. Também é importante abordar o aspecto social destes eventos, que afeta populações em situação de vulnerabilidade de forma desigual, como explica a Justiça Climática. As Escolas Climáticas também contam com a parceria do Instituto Alair Martins (IAMAR).

IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas

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Andrea Pupo, coordenadora de Educação Ambiental do Projeto Semeando Água, explica que toda educação climática é educação ambiental. "O que estamos fazendo agora é relacionar os temas-chave aos eventos extremos. Como por exemplo, a importância das Áreas de Preservação Permanente – que incluem áreas próximas aos cursos de d'água – na produção e regulação da água. A relação entre conservação e restauração das florestas e o sequestro de carbono. Conservação da biodiversidade e a produção de serviços ecossistêmicos, que inclui a regulação do clima. Todo mundo está sujeito aos efeitos das mudanças climáticas", explica.

Outro aspecto fundamental é atuar na compreensão das causas destes fenômenos. Como chegamos e por que estamos passando por situações como estas? E que outras ainda estão por vir? A Educação Ambiental Climática apresenta arcabouços conceituais, teóricos e aplicados, relacionando cada cenário com as características específicas dos territórios onde as pessoas vivem.

"Nosso trabalho é relacionar as ações de educação ambiental à mitigação e adaptação às mudanças do clima. Nos espaços de educação formal, especialmente nas escolas da educação básica, estamos formando pessoas que quando forem adultas vão viver em um planeta muito diferente do que ele já está hoje. Estamos passando por mudanças profundas. Quando esses jovens de agora forem adultos a situação vai estar muito diferente. Então é muito importante e urgente que essa geração tenha Educação Ambiental Climática de qualidade em suas aulas", explica Pupo.

IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas

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Quer trabalhar esse tema em sala de aula?

Conheça os materiais produzidos pela equipe de educação ambiental do Projeto Semeando Água sobre Mudanças Climáticas, que podem ser baixados gratuitamente. O público-alvo dos materiais são educadoras(es) e professoras(es), mas todos podem se beneficiar do conteúdo.

Acesse a Eletiva Ambiental "Mudança Climática", que possui ementa e cronograma de aulas para um semestre letivo. Quer se aprofundar sobre o tema? Você pode acessar as edições da Aventura Socioambiental que além de resumo e sugestões de atividades práticas, apresenta conteúdos para ler, ouvir e assistir, dentro e fora da sala de aula. Ao todo o Projeto já produziu mais de 43 publicações.

IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas

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Transformação

Desde que o projeto passou a atuar nas escolas de Nazaré Paulista, em 2022, mais de 2.400 estudantes já participação de ações de Educação Ambiental. Nas Escolas Climáticas, coletivos implementaram a compostagem de resíduos orgânicos e separação de resíduos recicláveis, construção de salas de aula ao ar livre, implementação de hortas agroecológicas e Sistemas Agroflorestais. Mais de 18 ações já forma implementadas, todas a partir de Soluções Baseadas na Natureza.

As discussões nos coletivos socioambientais têm abordado a relação entre o aumento do número dos casos de dengue e as Mudanças Climáticas. Em muitas escolas, os alunos já se preocupam com a produção de alimentos de forma sustentável, o que inclui ter nessa produção também uma aliada para a conservação do solo e da biodiversidade. Com a implementação de hortas ecológicas e de Sistemas Agroflorestais, a água da chuva consegue ser absorvida em maior quantidade e é liberada aos poucos até os reservatórios pelo lençol freático.

No ano passado, estudantes de todos os coletivos socioambientais se reuniram na sede do IPÊ para a realização da primeira Conferência do Clima de Nazaré Paulista. Como resultado elaboraram uma carta que será apresentada ao Conselho Municipal de Meio Ambiente da cidade.

Você também pode apoiar as Escolas Climáticas! Para saber mais acesse: semeandoagua.ipe.org.br/faca-parte/campanha/ ou siga o @institutoipe no Instagram.

Fonte: G1.Globo

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