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SP - Vale do Paraíba e região

Ex-seminarista Gil Rugai, condenado pela morte do pai e da madrasta, é visto usando ônibus para ir à faculdade em Taubaté, SP

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Imagem de destaque da notícia
Condenado pela morte do pai e da madrasta, ele esteve acompanhado do colega de classe, o GCM Marcos, condenado por homicídio e que também cumpre pena na P2. Gil Rugai (à direita com camiseta vermelha) e o GCM Marcos dentro do ônibus, a caminho da faculdade

Rauston Naves/g1

Há 1 ano frequentando o curso de Arquitetura em uma universidade de Taubaté, no interior de São Paulo, o ex-seminarista Gil Grego Rugai, condenado a mais de 30 anos de prisão pelo assassinato do pai e da madrasta, foi visto utilizando ônibus para ir à faculdade nesta segunda-feira (10), um dia antes da segunda saída temporária do ano.

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A reportagem conseguiu flagrar a rotina de Rugai nesta segunda-feira, a caminho da faculdade. No ônibus, onde ele embarcou às 17h em um ponto próximo à Penitenciária 2, em Tremembé, ele estava acompanhado do amigo Marcos Rocha da Silva, guarda civil municipal condenado a 16 anos de prisão por homicídio e que faz o mesmo curso que ele.

Os dois desembarcaram às 17h25, na Rodoviária Velha de Taubaté, e seguiram em caminhada rumo à universidade.

Gil Rugai (de camiseta vermelha) e o GCM Marcos descem do ônibus, a caminho da faculdade

Rauston Naves/g1

Em maio do ano passado, o g1 fez imagens exclusivas de Rugai em sala de aula, acompanhado de Marcos. Nas fotos registradas à época, o detento aparecia estudando em um laboratório de desenho, realizando exercícios práticos, usando réguas, esquadros, lapiseira e papéis grandes para desenhar perspectivas de imóveis e peças.

Na ocasião, o g1 apurou que Gil Rugai é visto pelos professores como uma pessoa tímida, focada e pontual. Ele é mais tímido com os colegas de sala, mas questiona bastante os professores pedindo explicações e tirando dúvidas.

Gil Rugai está frequentando aulas em faculdade de Taubaté.

Rauston Naves/g1

Liberação para estudar

Gil Rugai cumpre pena em regime semiaberto na Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, a P2 de Tremembé. Para frequentar as aulas, a Justiça determinou que ele use tornozeleira eletrônica e apresente mensalmente boletins que comprovem sua presença e desempenho no curso.

A liberação para deixar o presídio se limita apenas ao horário das aulas, que acontecem no período noturno. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a liberação é das 17h às 23h30.

Gil Rugai conseguiu iniciar o curso de graduação após obter autorização do Superior Tribunal de Justiça. No fim de março do ano passado, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca concedeu habeas corpus favorável a Gil e reverteu decisão do Tribunal de Justiça, que inicialmente havia negado o pedido da defesa.

Em maio de 2023, a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, do Departamento Estadual de Execução Criminal (Deecrim), foi notificada e determinou o cumprimento da decisão do STJ.

Ex-seminarista Gil Grego Rugai, condenado pelo assassinato de seu pai, Luiz Carlos Rugai, e sua madrasta, Alessandra de Fátima Troitino

Leonardo Benassatto/Futura Press/Estadão Conteúdo

Crime

Um júri de 2013 condenou Gil Rugai a 33 anos e nove meses de prisão pelos homicídios dos publicitários Luiz Carlos Rugai e Alessandra de Fátima Troitino, pai e madrasta de Gil.

Na época, a defesa do réu queria anular o júri que o condenou e marcar um novo julgamento. Em 2020 o Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, manteve a condenação definitiva, e o caso passou à condição de transitado em julgado, onde não é mais passível de recursos.

O crime foi cometido em 28 de março de 2004. O casal foi encontrado baleado e morto à época na sede da agência de publicidade que funcionava na casa onde morava em Perdizes, Zona Oeste da capital. Luiz tinha 40 anos de idade e Alessandra, 33. Rugai tinha 20 anos na época.

Luiz Rugai e Alessandra Troitino foram mortos em 2004 em São Paulo

Reprodução/Arquivo pessoal

A Polícia Civil e o MP acusaram o ex-seminarista de matar as duas vítimas a tiros depois que seu pai descobriu que o filho desviava dinheiro da empresa. Gil Rugai, que também trabalhava no local, sempre negou o crime.

Luiz foi baleado com seis tiros: um deles o atingiu nas costas e outro na nuca. Alessandra foi atingida por cinco disparos.

Desde o crime, Gil Rugai já teve diversas entradas e saídas da prisão. Desde 2016, ele cumpre a pena na P2 de Tremembé. Em 2021, ele progrediu ao regime semiaberto, mas chegou a ter o benefício suspenso em abril do ano seguinte, o que conseguiu reverter na Justiça dois meses depois.

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Fonte: G1.Globo

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